senhor dos tempos
Sabemos que a vida não é tão simples assim. Sabemos que as escolhas são fundamentais. Discorremos sobre os mesmos temas milhares e milhares de vezes, como cuscos tontos que perseguem o próprio rabo . Dessa vez, devo inverter a ordem das coisas e dizer que, além das escolhas existe o tempo. O tempo de fazer, o tempo de colher, o tempo de falar e o tempo de calar. Não, nada fácil: o homem e as suas circunstâncias. Não raro é vermos duas pessoas que fazem parte de um mesmo processo e que constroem uma mesma história não concordarem sobre o que aconteceu. Ficamos como maniqueístas disputando virtudes tentando estabelecer quem é o correto e quem é o mentiroso e esquecemos (porque em nossos atos falhos é mais fácil assim) de que cada um tem um tempo, não desses que passa no relógio ou nos dias de calendário, mas o de suas vivências e que a verdade e a mentira são conceitos que dependem de um referencial. Veja bem, não estou aqui falando sobre a mentira e a verdade de fatos inventados ou vividos, mas sim -e como já disse anteriormente sempre há um mas- sobre mentiras e verdades experimentais. O doce pode se tornar tão amargo quanto o fel se assim lhe atribuirmos ao paladar. Talvez por isso existam tantos desencontros na vida. Enquanto uns acreditam haver prazer em montanhas russas, outros acreditam que é o próprio inferno e sejamos claros e auto-críticos: andar de montanha russa aqui significa a instabilidade, não a inerente a vida, mas sim a escolha constante de. Por isso amigos, tenhamos um pouco mais de plastidade cerebral, olhemos nossas próprias vidas vinculadas ao tempo que tivemos. Se hoje não há mais significado em, para que continuar a lutar por uma virtude que perdeu seu tempo?
