sempre gostei de meias coloridas, de cheiro de capim molhado, de estalar os dedos,amo saias e odeio cintos. trago um amor e carrego uma grande dor...assim meio cuca, meio emilia, mas definitivamente reinando como a narizinho.

10/30/2006

senhor dos tempos

Sabemos que a vida não é tão simples assim. Sabemos que as escolhas são fundamentais. Discorremos sobre os mesmos temas milhares e milhares de vezes, como cuscos tontos que perseguem o próprio rabo . Dessa vez, devo inverter a ordem das coisas e dizer que, além das escolhas existe o tempo. O tempo de fazer, o tempo de colher, o tempo de falar e o tempo de calar. Não, nada fácil: o homem e as suas circunstâncias. Não raro é vermos duas pessoas que fazem parte de um mesmo processo e que constroem uma mesma história não concordarem sobre o que aconteceu. Ficamos como maniqueístas disputando virtudes tentando estabelecer quem é o correto e quem é o mentiroso e esquecemos (porque em nossos atos falhos é mais fácil assim) de que cada um tem um tempo, não desses que passa no relógio ou nos dias de calendário, mas o de suas vivências e que a verdade e a mentira são conceitos que dependem de um referencial. Veja bem, não estou aqui falando sobre a mentira e a verdade de fatos inventados ou vividos, mas sim -e como já disse anteriormente sempre há um mas- sobre mentiras e verdades experimentais. O doce pode se tornar tão amargo quanto o fel se assim lhe atribuirmos ao paladar. Talvez por isso existam tantos desencontros na vida. Enquanto uns acreditam haver prazer em montanhas russas, outros acreditam que é o próprio inferno e sejamos claros e auto-críticos: andar de montanha russa aqui significa a instabilidade, não a inerente a vida, mas sim a escolha constante de. Por isso amigos, tenhamos um pouco mais de plastidade cerebral, olhemos nossas próprias vidas vinculadas ao tempo que tivemos. Se hoje não há mais significado em, para que continuar a lutar por uma virtude que perdeu seu tempo?

10/23/2006

articulações e cositas afins

Depois de gabar-me, vem a inevitável pergunta: tá, mas e se não for nada disso??
Fim de semana, tempo que deveria ser o supra sumo de tudo que é bom, mas. Sempre um mas. Parece mesmo que a vida de todas as criaturas está ligada a esta simples conjunção adversativa da existência. Nunca um termo de analise sintática fez tanto sentido para mim. Vejamos. Conjunção: tudo aquilo que tem a função de ligar, conectar, agrupar, dar sentido de todo. Ou seja, são praticamente articulações. Sim, isso mesmo, articulações do corpo humano, tipo joelho, cotovelo, tornozelo e todos os outros “elos” do corpo humano. Não por acaso são as partes que mais temos problemas. Nunca ouvi alguém que dissesse que estava com um problema no osso da coxa, na tíbia os no metatarso. Os problemas são sempre no joelho, no tornozelo, no cotovelo, porque enquanto todo o corpo rígido quer fazer uma ação é justamente o corpo mole que se esborracha pra tentar viabilizar. Agora imaginemos que além de tudo isso essa pobre conjunção tivesse que ligar duas partes que não se querem, que brigam que discutem? Adversativa: adverso, contrário, avesso de. Então ficamos tentando juntar coisas que não são para estarem juntas. Tentamos como tontos conectar, ligar, juntar, dar sentido de todo para duas, ou mais, situações que por essência não devem coabitar. Nos tornamos imensos joelhos com problemas de ligamento, tornozelos rompidos, cotovelos luxados, mas continuamos a fazer exercícios,dando de ombros ao repouso recomendado por especialistas. Mas, há sempre um mas!

7/04/2006

prá não dizer que não falei de flores!

faz mais de um mês que eu não tenho a menor vontade de escrever. ouvi em uma ocasião que o tempo é a medida certa de tudo. o único problema é que quando o tempo passa mas nada muda, a sensação de eternidade estagnada se instala: limbo! passamos a viver no limbo! prenchemos nossas vidas com copas do mundo que não dão em nada, com eleições de cartas marcadas, com trabalhos que são na verdade ocupação. sim pq quando se vive no limbo a coisa que mais se quer é ocupar a mente pra não ter que olhar o coração tão apertado e vazio com a ausencia que instalada, estala. fechamos ouvidos, olhos, boca, pulmão e asfixiamos, calamos, cegamos e ensurdecemos como se isso fosse alguma forma de viver, ou não.

5/18/2006

cinza

Hoje é um desses dias de hoje em dia. Cabeça nas nuvens em algum lugar esquecido entre ser e pensar. Sensação de cansaço, oco, vazio. Desses que o som que entra pelos ouvidos parece ficar dando voltas e voltas pela caixa craniana em um eco descorçoado infindável sem razão, sem sentido, sem compreensão. Dizem que na vida a coisa mais difícil é saber escolher. Não acredito nisso. Para mim, em dias de hoje em dia, a coisa mais difícil é conviver com a ausência que.

5/03/2006

sim, isso é a vida

O frio começou na serra gaúcha e já deu o recado de que esse ano é para valer. Depois de quase virar um picolé em forma humana ontem, me vi obrigada a ir para a academia e aí, revelações aconteceram! Sabe essa história de que comemos mais no inverno, por isso engordamos? Mentira! O que acontece é que as comidas são melhores no inverno. Como a nossa preguiça é diretamente proporcional ao paladar e inversamente proporcional a vontade de estar "sarada" no verão, é matemático, já sabem o resultado! Afinal, convenhamos, não há desejo de estar gostosa que supre a necessidade de estar em casa, no quentinho, com lareira ligada num dia que os termometros marcam temperaturas abaixo dos 07 graus! Então, engordamos como vacas em confinamento, chegamos ao verão prontinhas para o abate e ainda temos que ficar suportando aquele monte de "atrizes" sem cerebro (mas com ótimos musculos) dizendo que um corpo bonito é resultado de "pouca dedicação" e que "comem de tudo"?! Como se as horas que têm disponíveis para malhar não tivesse nenhuma ligação com isso. Como se as lipos, plasticas, pillings, liftings (e sabe-se Deus mais quantos "ings") não fizessem a menor diferença. Como se morar em um lugar onde as pessoas tem condições climaticas de malhar não fosse nada. Ah, façam-me o favor! Venham passar uma semaninha na serra gaúcha nos dias de inverno rigoroso e me digam se conseguem chegar ao final da semana (e vejam bem, não é ao final da estação) sendo "atrizes-manequim-e-modelo" gostosas!

4/10/2006

eu fui enganada pela Xuxa!

Semblantes primaveris sempre me fazem lembrar de pôr-do-sol. Sorrisos outonais, de alvorecer. Parece contraditório, mas tudo que é feliz está ligado ao fim e o triste, a um começo qualquer que por meio de alquimia deverá trazer algo de bom. Nas cantigas de roda, nos contos de fadas, no imaginário popular tudo dever ter/ser nessa ordem. O grande problema é que a vida não segue nem paradigmas, nem lógicas, a não ser a sua própria e incompreensível vontade, levando-nos por caminhos desconexos, avessos a qualquer tipo de doma. Então, forçosamente caímos na realidade. Fitamo-la como criança que perdeu o doce. Sim, a Rainha dos Baixinhos nos enganou, afinal, a menos que tenhamos sido crianças mimadas, querer nunca foi poder e muito menos conseguir.

4/06/2006

filosofando com narizinho

hoje, um amigo muito querido me disse a seguinte frase "o que tu fez, não. o que tu faz, tu ainda não morreu e nem tá tão velha assim." gente, me choquei! passei a pensar nas milhares de decisões que tenho que tomar todos os dias justamente para me sentir meio morta-viva, meio morna, meio gosma, meio ostra, aliás, meio outra. de tantos sonhos vividos em banho- maria e tantas distância impostas, o que mais dói é a ausência de si mesmo!